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PASSE LIVRE


(Hall Pass – EUA - 2011)
Direção: Bobby e Peter Farrelly
Roteiro: Peter Farrelly, Bobby Farrelly, Pete Jones e Kevin Bernett
Elenco: Owen Wilson, Jason Sudeikis, Jenna Fischer, Christina Applegate, Nicky Whelan, Richard Jenkins, Larry Joe Campbell, Stephen Merchant, Alexandra Daddario.

De uns tempos pra cá, tenho adotado uma postura em relação às comédias lançadas no cinema: não assisto os trailers. Utilizados para promover/vender o filme, os trailers acabam condensando o que há de melhor no longa em uma prévia de 2 minutos de duração. O problema é que muitas comédias não têm momentos melhores para oferecer (como Um Parto de Viagem), o que acaba estragando a apreciação, por criar uma expectativa alta. E mesmo aqueles que têm mais material a oferecer (Se Beber Não Case), ainda fica uma sensação desagradável quando, no cinema, todo mundo ri de uma piada, menos você, por ser um dos que já a conhece.

Sendo assim, esse era um dos meus maiores medos ao assistir Passe Livre, novo trabalho dos irmãos Farrelly, responsáveis pelo clássico Debi & Loide – Dois Idiotas Em Apuros. Não queria assistir uma comédia e perceber que já conhecia os melhores momentos. O que eu não lembrava, talvez pelo fato dos irmãos se mostrarem mais “comportados” em seus trabalhos mais recentes (como em Amor em Jogo), é que a maioria das piadas da dupla não pode ser mostrada nos trailers, pelo menos não naqueles com censura livre. Sendo assim, fico feliz em ter constatado que, além do trailer não ter estragado o filme, é bom ver os Farrelly de volta a sua boa e velha forma.

O roteiro, escrito pelos próprios irmãos em parceria com Pete Jones e Kevin Bernett, conta a história de Rick e Fred, dois amigos que, após anos vivendo com suas esposas há vários anos, não param de fantasiar sobre a vida de solteiro. Obcecados pelas mulheres alheias, eles irritam suas esposas a tal ponto, que as duas resolvem tomar uma atitude drástica: dar um Passe Livre a eles. Uma semana fora do casamento, onde eles podem fazer o que quiserem, visando assim restabelecer a harmonia em seus casamentos. O que, a principio, parece ser um sonho tornando-se realidade – e motivo de admiração dos amigos – acaba revelando-se uma tarefa mais difícil do que aparentava, visto que os dois já não lembram mais como funciona a vida de solteiro.

As cenas em que os amigos tentam abordar as mulheres são excelentes: “Você sabe quanto pesa o Urso Polar? O suficiente para quebrar o gelo. Muito prazer, Fred Searing!” Porém o grande trunfo desse novo trabalho dos irmãos é justamente o fato de eles voltarem a investir em um humor que “não cabe no trailer”. Como disse antes, não quero estragar nenhuma piada, portanto vou citar apenas que, dentre as cenas mais “leves” a minha preferida é a do jogo de golfe; e dentre as mais “pesadas”, a da menina na banheira é, disparado, a melhor.

Contando com um elenco principal bastante contido – algo que, apesar de funcional, me decepcionou um pouco, visto que Owen Wilson é um dos meus comediantes preferidos – sobra espaço para os coadjuvantes roubarem a cena: toda a participação de Richard Jenkins é hilária (e isso é algo que o trailer estragou, ao apresentar um personagem que só aparece no terceiro ato do longa).

Ainda que não seja o melhor trabalho dos Farrelly – o filme peca exatamente por ainda apresentar semelhanças com sua recente filmografia, como a insistência em fazer um final bonitinho e com lições de moral - Passe Livre não faz feio em relação ao (ótimo) início da carreira dos diretores. Os dois agora estão planejando a adaptação para telona do clássico Os Três Patetas. Vale a pena esperar.


Nota: (Bom) por Daniel Medeiros

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