Header Ads

VELOZES & FURIOSOS 5 - OPERAÇÃO RIO

(Fast Five – 2011 - EUA)
Direção: Justin Lin
Roteiro: Chris Morgan
Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Ludacris, Matt Schulze, Sung Kang, Joaquim de Almeida, Dwayne Johnson, Elsa Pataky, Michael Irby.

Desde que seu primeiro capítulo foi lançado, em 2001, Velozes e Furiosos sempre procurou agradar o seu público, principalmente o masculino, fazendo filmes lotados de carros envenenados, mulheres bonitas e corridas em alta velocidade. Rendendo bons números nas bilheterias, era de se esperar que as características que tornaram a franquia famosa crescessem à medida que a série avança. Operação Rio, entretanto, deixa um pouco de lado essa “formula de sucesso” e aponta um novo rumo a ser tomado daqui pra frente, algo que, no mínimo, merece créditos pela ousadia.

Abandonando os rachas clandestinos - que aqui aparecem apenas em uma cena completamente gratuita - o roteiro (escrito novamente por Chris Morgan, responsável pelos dois últimos textos) transforma Velozes e Furiosos em um filme de assalto, com direito a todos os clichês do gênero como: a formação de uma excêntrica equipe (oriunda dos episódios anteriores); a elaboração do plano (o qual nunca é totalmente explicado para os espectadores); e um acontecimento inesperado, que obriga os ladrões a improvisarem.

A história, retomada exatamente de onde havia parado, mostra Brian (Paul Walker) renegando sua vida de oficial da lei e resgatando o amigo Dom (Vin Diesel) do ônibus que o levava à prisão. Fugindo das autoridades, o trio (inclui-se aí Mia, irmã de Dom, e agora namorada de Brian, interpretada mais uma vez por Jordana Brewster) vai parar no Brasil, onde reencontram Vince (Matt Schulze). É então que, depois que um serviço dá errado, o caminho deles cruza com o de Reyes (Joaquim de Almeida), um mafioso que “comanda” todo o Rio de Janeiro. Buscando uma aposentadoria adiantada e uma vida mais tranqüila, eles resolvem roubar todas as economias do bandido, ao mesmo tempo, em que o FBI envia o seu melhor homem (Dwayne “The Rock” Johnson) atrás dos fugitivos, o que pode dificultar os planos da quadrilha.

Mostrando-se, mais uma vez, bastante criativo na concepção de cenas de ação (a perseguição de carros no clímax figura entre as melhores que já assisti), Justin Lin – que dirigiu os dois capítulos anteriores – investe também no combate corpo-a-corpo, destacando a violência das lutas: conseguimos ver as pessoas jogando todo o peso de seu corpo quando desferem um soco. Contudo, o diretor continua limitado nas seqüências que exigem um pouco mais de emoção, como na desastrosa cena em que Brian e Dom conversam na varanda, falando sobre suas relações paternais. Entretanto, não é nada que estrague o entretenimento, afinal, dramas familiares nunca foram o foco da trama.

Sem espaço para desenvolver seus personagens, o elenco continua totalmente unilateral e inexpressivo. Estreando agora na franquia, Joaquim de Almeida se entrega a canastrice para viver, de maneira caricata, o vilão Heyes. Pior do que ele, somente o seu capanga Zizi (Michael Irby), que ainda vem acompanhado de uma dublagem carioca horrível. Porém, vale destacar que, o grande trunfo do casting desse longa reside na escalação de Dwayne Johnson. Ainda o policial Hobbs seja mal desenvolvido – chegando ao ponto de tomar algumas decisões no mínimo duvidosas – The Rock mostra-se perfeito para o papel por ser um dos únicos atores que consegue ser imponente perante Vin Diesel, o que torna a luta dos dois, um dos pontos altos do filme.

Apesar dos bons números nas bilheterias, os filmes da série Velozes e Furiosos vinham decaindo gradativamente de qualidade. Operação Rio marca uma mudança também nesse quesito, visto que o resultado, ao final da projeção, é entretenimento de primeira, passageiro, divertido e de qualidade. Resta saber a até quando essa nova empreitada vai render bons frutos, afinal, 11 Homens e Um Segredo só teve duas continuações, e elas foram bastante inferiores.


Nota: (Bom) por Daniel Medeiros

O Projeto 7 Marte agradece a Espaço Z e o Cinesystem por organizarem a cabine de imprensa aonde pudemos assistir a esse filme.

Para maiores informações sobre o filme, acesse a minha coluna no site Confraria de Cinema.

Um comentário:

  1. Me deu bastante vontade de assistir. Eu estava com medo de ser bem ruinzinho. Concordo mt sobre o The Rock, ele é realmente o único ator que consegue se impor perante ao Vin. E no quesito atuação os dois são ruins, né. Uma coisa só eu discordo, acho que 11 homens e um segredo 3 (13 homens ...) não é inferior ao primeiro. Acho que eles se igualam. Claro, o segundo é horrivel!!! Mas...muito boa critica.

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.