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O Lorax - Crítica

O Lorax é uma criação literária de Dr. Seuss publicado originalmente em 1971 e adaptado para a TV no ano seguinte. Sua função é contar, através de uma fábula infantil, uma história que ajude na conscientização das crianças a respeito dos perigos do desmatamento descontrolado das floras mundiais. O personagem é uma criatura alaranjada que “fala pelas árvores” e que aparece para tentar mudar a concepção de pessoas tomadas pela ganância. Mais de 40 anos depois do seu nascimento, O Lorax volta às telas, dessa vez utilizando-se do que há de mais moderno na tecnologia cinematográfica atual (o 3D e IMAX) para transmitir a mesma mensagem a uma nova geração.

A trama se passa na cidade de Thneed-Ville, onde tudo é de plástico e artificial. Lá, o jovem Ted procura uma árvore de verdade na tentativa de impressionar Audrey, sua vizinha. Com esse intuito, ele sai dos limites da cidade e vai falar com o misterioso The Once-ler (Umavezildo, na versão nacional), que lhe conta como aconteceu o sumiço das trúfulas (exóticas árvores com pelos no lugar das folhagens) e sobre o estranho Lorax, que cruzou o seu caminho quando este resolveu derrubar as florestas em busca de lucro. Porém, as aventuras e as boas intenções do garoto não são bem vistas por Mr. O’Hare, um milionário que fez fortuna às custas da poluição da cidade, vendendo ar puro a preços elevados.

Deixando clara desde o inicio sua intenção de conscientizar às plateias juvenis, o filme faz de tudo pra chamar atenção ao tema proposto. Desde o funeral da árvore morta até o discurso final, a impressão que fica é que os realizadores (os mesmos do divertido Meu Malvado Favorito) querem que os jovens saiam dos cinemas prontos para mudar o mundo. Além do mais, o uso de um humor leve e a presença de criaturas adoráveis (o ursinho obeso é o meu preferido) também favorece essa intenção. Enquanto isso, os pais vão se divertir com as (poucas) referências adultas, como a ótima homenagem à série Missão: Impossível.

Entretanto, o grande problema do longa é o fato dele não perceber que, por mais que sua mensagem seja importante, ela não funciona sozinha, sendo necessário que o material que a carrega seja atrativo e instrutivo o suficiente. Além do uso exagerado de sequências musicais (que pode não agradar boa parte das crianças que não estão mais acostumadas com isso), a própria ideia das corporações que lucram com a poluição não é bem desenvolvida, tornando o personagem de Mr. O’Hare uma simples caricatura, e não na representação de uma elite gananciosa e perigosa. Ao final, o que fica é um retrato um tanto vago de um problema bastante sério.

Ainda que já tenha atingido o seu objetivo financeiro (tendo estreado em primeiro nas bilheterias americanas e com grandes possibilidades de repetir o feito por aqui) não dá pra saber se O Lorax – Em Busca da Trúfula Perdida vai atingir seu objetivo ambiental. Afinal, o Capitão Planeta ficou no ar por anos, com um total de 6 temporadas e mais de 100 episódios, e ainda assim não conseguiu mudar o mundo. Vamos ver se o simpático bichinho bigodudo tem melhores chances.

(Dr. Seuss' The Lorax - 2012 - EUA)
Direção: Chris Renaud e Kyle Balda
Roteiro: Ken Daurio e Cinco Paul, baseado no livro de Dr. Seuss.
Elenco (com vozes originais de): Danny DeVito, Ed Helms, Zac Efron, Taylor Swift, Betty White, Rob Riggle, Jenny Slate.

Nota:(Bom) por Daniel Medeiros

Leia mais sobre O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida aqui.

2 comentários:

  1. Bom? esta animação é fantástica.
    Eu nao creio que a animação faça tudo para chamar a atenção. a proposta é simples e objetiva.

    Acho que vc está equivocado com relação as músicas dentro de animações ou desenhos. Se vc tem filhos sabe que determinadas idades a música é essencial inclusive e principalmente em desenhos e filmes.

    O que talves ocorra é sermos levados a lembrar das animações e desenhos da disney recheados de exageros musicais,e termos aquele frio na barriga, porque tudo era nós enfiado goela abaixo.

    Talves vc devesse acrescentar em sua critica o fato de que Ken Daurio e Cinco Paul, utilizaram referencias sutins porem muito importantes de um outro filme que tras um tema existencialista que é : Horton e o Mundo dos Quem. Baseado tb nos livros de Dr. Seuss.

    A visão infantil não pode ser construida a partir do que vemos. A partir de nossa visão adulta.

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