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Crítica - Anjos da Lei


21 Jump Street, ou Anjos da Lei como era chamada aqui no Brasil, foi uma série de TV bastante famosa do final da década de 80, que hoje é lembrada por ter revelado o ator Johnny Depp. O seriado mostrava jovens policiais trabalhando disfarçados nas escolas americanas para investigar crimes envolvendo estudantes. A ideia de adaptar o programa para as telas dos cinemas já vem rondando hollywood a muito tempo, e esse ano o projeto finalmente saiu do papel através de uma história escrita pelo comediante Jonah Hill.

Na trama, Schmidt (Hill), o nerd do colégio, e Jenko (Channing Tatum), o valentão e popular, se encontram na academia de polícia e ficam amigos. Depois da formatura eles percebem que a vida de policial não é tão agitada quanto pensavam, até serem convocados a participar de um programa secreto da polícia para infiltrar jovens agentes em colégios locais visando investigar a proliferação de uma nova droga. Sua missão é localizar o traficante e o fornecedor antes que a droga se espalhe para outras escolas. Porém, os dois logo percebem que as coisas mudaram bastante e a realidade no high school agora é outra.

Atualizando a história para se passar nos dias de hoje, o roteiro, escrito por Michael Bacall (Projeto X – Uma Festa Fora de Controle), faz questão de brincar com o próprio conceito de remake ao falar que hoje em dia tudo é adaptado dos anos 80 e que “eles mudam algumas coisas e esperam que não notemos”. Além disso, o próprio texto faz menção ao seriado que o precedeu, quando o capitão Dickson, interpretado por Ice Cube, menciona que o projeto no qual os protagonistas estão integrando já existiu no passado – o que faz com que o filme seja uma espécie de continuação da série, algo confirmado por uma reviravolta no final do segundo ato.

Contando com uma inspirada dupla de protagonistas – que traz o recém indicado ao Oscar e falastrão Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo) sem filtro algum, e um surpreendente Channing Tatum (GI Joe – A Origem do Cobra), que nunca havia tido a oportunidade certa de mostrar seu timming cômico – o destaque fica por conta da incrível química entre os dois. Além do mais, a reação deles às mudanças culturais e consequente inversão de papéis são hilárias: enquanto o nerd agora é popular, o bully é o excluído, graças (segundo ele) à programas de TV e outros tipos de mídia que promovem essa mudança de atitudes (“Fuck you Glee!”).

Intercalando entre o improvável e o absurdo, o longa de Phil Lord e Chris Miller (Tá Chovendo Hambúrguer) não tem o mínimo de pudor em fazer piada com sexo (nenhuma que possa ser mencionada aqui), drogas (a primeira experiência da dupla com drogas é de chorar de rir), adolescentes (“eles são realmente burros”) e até religião (a oração ao Jesus coreano é hilária). Não é para todos os gostos – principalmente aqueles que se ofendem facilmente –, mas pra quem gosta de comédias non sense, Anjos da Lei é uma ótima pedida.

(21 Jump Street – EUA – 2012 – Comédia – 109 min.)
Direção: Phil Lord e Chris Miller
Roteiro: Michael Bacall
Elenco: Jonah Hill, Channing Tatum, Ice Cube, Brie Larson, Dave Franco, Rob Riggle, Chris Parnell, Ellie Kemper, Jake M. Johnson, Nick Offerman

Nota:(Ótimo) por Daniel Medeiros



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