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Crítica | Last Shift



Descobri esse filme por acaso quando fiz a notícia divulgando o seu trailer e imediatamente me interessei pelo seu visual sombrio e pelo conceito de uma policial novata sozinha numa delegacia assombrada. Porém, o que me fez colocá-lo à frente da lista de prioridades foi o nome do cineasta Anthony DiBlasi. Diretor de um longa do qual eu gosto muito, Lentes do Mal (Dread), DiBlasi tem um estilo de filmar e uma visão muito interessante (ainda que não necessariamente original) em relação ao gênero de terror. E para minha felicidade, essa sua visão se manteve – ou se ampliou – em Last Shift, seu mais recente trabalho.

Escrito pelo próprio DiBlasi e por Scott Poiley (Missionary), o roteiro acompanha a jovem Jessica Loren (Juliana Harkavy), uma policial que, no seu primeiro dia no novo emprego, é encarregada de tomar conta de uma delegacia desativada. Sozinha e com medo, ela logo passa a ser atormentada estranhas visões de uma família de fanáticos religiosos, mortos há um ano. Porém, o comprometimento com o novo emprego e o sentimento de responsabilidade que sente pelo pai falecido (que também era policial) fazem com que ela mantenha seu posto, mesmo que isso acabe custando a sua própria sanidade.



Com isso, Last Shift resolve um dos maiores problemas do gênero de terror em geral: a verossimilhança. Afinal, para que o público se envolva com o personagem, é preciso que este faça escolhas que nós também faríamos na mesma situação. E por mais que Loren opte por não sair da delegacia, essa é uma escolha consciente e de certa maneira até condizente com a sua situação, causando empatia com o espectador, que entende – por mais que não concorde com – a sua decisão. (Ao meu ver, não é que ela não tenha como fugir, mas parece que ela não tem por que fugir).

Da mesma forma, no subgênero de filmes de assombrações, essa verossimilhança é ainda mais necessária. Raramente o fantasma em si se apresenta como uma ameaça real ou física. Seu maior mérito, e sua principal função, é fazer com o protagonista duvide da sua própria sanidade, subvertendo assim os limites entre “realidade” e “loucura”. E por mais que seja exatamente isso que o diretor faça, é a maneira como ele o faz aqui que importa.



DiBlasi, por sinal, sabe trabalhar muito bem os clichês do gênero, mas também se mostra hábil ao saber quando e como evitá-los. Em Last Shift ele consegue se equilibrar bem entre os bons sustos (que nunca vêm de onde você espera) e um clima sombrio e tenso (como a incrível sequência na sala de interrogatório). E mesmo que, ao final, ele se enverede por caminhos já conhecidos, a assustadora jornada até lá já valeu a pena.


FICHA TÉCNICA
Título original: Last Shift
Gênero: Terror
País: EUA
Ano: 2014
Duração: 90 min.
Direção: Anthony DiBlasi
Roteiro: Anthony DiBlasi e Scott Poiley
Elenco: Juliana Harkavy, Joshua Mikel, J. LaRosem, Natalie Victoriam, Sarah Sculco, Kathryn Kilger, Mary Lankford Poiley.

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2 comentários:

  1. acabei de ver esse filme...ao ver quem era o diretor já me interessei de cara pois o diretor ja havia feito o ótimo dread lentes que matam!
    o filme é muito bem produzido e prende o espectador ate o fim,aliás o final ao meu ver é obvio porem bem executado! pra mim nota 8 de 10.

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  2. acabei de ver esse filme...ao ver quem era o diretor já me interessei de cara pois o diretor ja havia feito o ótimo dread lentes que matam!
    o filme é muito bem produzido e prende o espectador ate o fim,aliás o final ao meu ver é obvio porem bem executado! pra mim nota 8 de 10.

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