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Crítica | Aquarius


Dono de uma pequena, porém excepcional carreira, o cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho caminha rapidamente para se tornar um dos grandes nomes do cinema nacional contemporâneo. Suas experiências com curtas-metragens geraram ao menos duas obras-primas: Vinil Verde e Recife Frio. Sua estreia nos longas-metragens aconteceu com o ótimo documentário Crítico, no qual fez uma análise da sua (antiga) profissão, e foi seguida pelo incrível O Som ao Redor, sem dúvidas um dos melhores títulos nacionais dos últimos anos. E agora, com Aquarius, Mendonça Filho demonstra versatilidade e criatividade, mantendo a qualidade das suas obras anteriores.

Escrito pelo próprio diretor, o roteiro acompanha a protagonista Clara em dois momentos distintos da sua vida. O primeiro, na década de 1980, quando acabou de vencer um câncer de mama e participa de uma festa em homenagem a uma tia sua no condomínio Aquarius. Já o segundo se passa nos dias atuais, quando Clara é uma jornalista aposentada que está trabalhando no seu novo livro. Agora, ela é a única moradora do condomínio – todos os demais proprietários venderam seus apartamentos para que o local fosse demolido e transformado em um prédio de luxo. Porém, o fato de ela não ter o menor interesse em vender seu apartamento causa um problema para a construtora, em especial para o gerente do projeto, o jovem e inescrupuloso Diego. E não demora muito para que ele adote táticas pouco esportivas para forçar Clara a sair do apartamento.


Como de costume, a visão politizada do realizador faz-se presente nas entrelinhas da narrativa. Num primeiro olhar, pode parecer que se trata apenas da história de uma mulher “atrapalhando” os planos de uma construtora. Mas é muito mais do que isso. Trata-se da luta de uma minoria para não ser devorada pela máquina capitalista. Tal luta é travada em silêncio, escondida por trás de sorrisos falsos e falsa passividade. E com isso, o filme encontra a sua força motriz na atuação de Sônia Braga. A atriz compõe a sua personagem como uma mulher forte, mas que não sente a necessidade de expor suas forças de maneira gratuita. A serenidade com que se porta demonstra não só a sua inteligência, mas a sua determinação. E nas (poucas) vezes que altera seu tom de voz, seus gritos surgem não como um sinal de que ela perdeu a razão, mas como a única forma de expressão possível.

Mas Aquarius não é apenas um discurso político. É uma obra extremamente sensível que fala sobre memórias e sobre o passado. Não se trata de um sentimento nostálgico, algo que a protagonista tenta explicar para uma repórter incompetente em certo momento; mas da admiração da personagem pela história contada por cada objeto daquele apartamento. Como o álbum de fotografias que ela folheia com as visitas, cada canto da sua moradia traz uma lembrança diferente. E essas lembranças são passadas através das gerações – sua tia, que morava no apartamento antes dela, tinha lembranças calorosas em relação a uma cômoda, e talvez o seu sobrinho, de quem ela é bastante próxima, faça ali suas próprias memórias depois dela. Se os vizinhos conseguiram colocar um preço nessa história, tudo bem, mas isso não lhes dá o direito de tentarem obrigá-la a fazer o mesmo.


Permitam-me aqui uma pequena digressão pessoal. Desde que eu e meus irmãos saímos de casa, minha mãe ficou morando sozinha numa residência que, claramente, é grande demais só pra ela. E a ideia de vender já passou pela nossa cabeça várias vezes. Mas quando levávamos essa ideia para minha mãe, ela sempre negava, dizendo que gostava de ter lugar para nos receber quando íamos visitá-la. Não que uma outra casa não teria espaço suficiente. Não é isso. É que não seria aquele lugar. Não seria aquele quarto. O que minha mãe oferece quando vou visitá-la não é uma casa, ou um quarto; é um lar. O lar da minha infância, da minha juventude. O lugar que guarda as lembranças que construímos juntos. Onde cada janela e cada parede tem o seu significado – como aquele piso solto no corredor que eu sempre tropeço. E, assim como Clara, ela prefere reformar a casa antiga do que trocá-la por uma nova. Porque a reforma moderniza o espaço, mas não apaga as memórias.

Fatos como esses me encantaram muito no filme de Kleber Mendonça Filho, por representarem uma mudança na maneira como ele conduz a sua narrativa. Anteriormente, o diretor já havia demonstrado um apuro técnico e estético impressionante. Porém, nesse caso, abre-se espaço para que ele explore melhor a sua sensibilidade. E o resultado é incrível. Aquarius é um trabalho maduro, comandado com maestria por um grande cineasta, e certamente terá o seu lugar de destaque na memória do cinema brasileiro.



Título original: idem
Ano: 2016
Duração: 142 min.
Gênero: Drama
Direção: Kleber Mendonça Filho
Roteiro: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Sônia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Julia Bernat, Humberto Carrão, Carla Ribas, Paula De Renor, Thaia Perez.

21 comentários:

  1. Esse filme tem lugar garantido na cesta de lixo da história. Um filme produzido por gente baixa, que mistura arte com palanque político e que não traduz sentimento algum no coração de quem interessaria, o público.
    Uma vergonha, uma página que o tempo vai se encarregar de apagar.

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  2. Concordo tira essa porcaria militonta dai.

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  3. Esse blog aqui, faz parte de uma militância política criminosa que está encarregada de incutir á força, que esta porcaria que ousa chamar-se de filme nacional é um filme bom, que não ganhou prêmios por pressão política e que não foi indicado ao Oscar por perseguição política. E agora com a chegada da CPI da Lei Rouanet vai ser provado que o custo dessa porcaria foi superfaturado. Estreou no circuito nacional com uma platéia de menos de 20 pessoas (entre eles eu!) tal o "sucesso"e a "qualidade" do filme! Querem um diretor apolítico(e por isso não é reconhecido por estes intelectuais da esquerda de merda!)e reconhecido internacionalmente? Halder Gomes em " Franciscleyto Contra o 'Caba Mau'" iniciou sua carreira com esse curta-metragem e ganhou mais de 120 prêmios internacionais!!!!! Mais tarde dirigiu vários filmes em Hollywood! E produziu no Brasil : Cine Roliúdi, Área Q, e vai estrear : Shao-lin do Sertão!!!

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    1. Eu não sei de onde você tirou essa ideia de que esse blog faz parte de alguma militância política. Se você de fato acompanhasse o blog, saberia que isso não é verdade. Inclusive, fiz questão de deixar de fora a minha própria opinião política, uma vez que o texto (e o filme) não tinha necessidade disso. Não estou tentando "incutir à força" alguma qualidade neste filme, afinal, como eu descrevi no meu texto, isso não é necessário, já que "Aquarius" tem qualidades de sobra. Além disso, você cita um suposto fracasso do filme como um reflexo da sua qualidade. Então, na sua concepção, se um filme é um fracasso, ele é ruim. E se é um sucesso, é bom. É isso? Porque "Aquarius" já foi visto por mais 200 mil pessoas no Brasil. Assim, na sua maneira de ver as coisas, isso faria do filme um sucesso, e consequentemente, um filme bom, certo?

      Att.

      Daniel Medeiros

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    2. Tive o cuidado de aferir a sua informação e os números não batem! Não foi assistido nem de perto por 200.000 pessoas!

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    3. 250 mil pessoas: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2016/09/21/internas_viver,666050/aquarius-ja-e-a-maior-bilheteria-da-historia-do-cinema-pernambucano.shtml

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    4. Pois bem! A sua fonte aí pegou erradamente o público de nome similar do Sandy & Júnior (Acquaria) e misturou os números, que aliás é muito melhor do que esse aí que você está endeusando e se doendo tanto!

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  4. Não deveria ser dado espaço para um filme onde atores, de forma ridícula, levantam uma bandeira política defendendo um governo que jogou o Brasil na lama. Você alega que deixou de fora sua própria opinião política, o que foi um erro, aliás, se você realmente tivesse uma opinião política você jamais colocaria esse filme aqui em seu blog. Se de fato esse filme foi visto por mais de 200 mil pessoas só comprova o fracasso que ele é. Um número inexpressivo diante das bilheterias nacionais.

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    1. Não concordo com a sua opinião. O que os atores e o diretor fizeram em Cannes foi um protesto. Repreender protestos - e com isso liberdade de expressão - é um passo em direção ao fascismo. Assim, quando você sugere que eu não deveria mencionar esse filme no meu blog por conta do protesto, isso novamente expõe a sua opinião de repreensão por causa de algo que, e isso é bom lembrar, aconteceu fora do filme. Por fim, eu acredito que você deveria estudar um pouco mais como funcionam as bilheterias no Brasil. 200 mil expectadores é sim um número considerável, ainda mais para um filme considerado "alternativo", inserido num mercado dominado por comédias com Leandro Hassum e Ingrid Guimarães.

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    2. Caro colega, ninguém aqui está "repreendendo" protestos. Eles têm o direito de protestar o que quiserem, tanto é que eles tiveram a liberdade para isso, não é? Agora, isso não significa que eu deva concordar com a atitude deles. Achei deplorável a atitude deles de protestar a favor de um governo podre, essa é a minha liberdade de opinião no tratamento dessa questão, não confunda as coisas. A minha forma de protestar contra uma atitude política que não me agradou é boicotando o filme, e isso é democrático! É meu direito não querer assistir esse filme. Ninguém aqui está proibindo o filme ou infringindo a liberdade deles. Ok? Eles se manifestaram de uma maneira e agora eles terão que arcar com as consequências desse ato. 200 mil expectadores é sim um número considerável... considerável ao fracasso! Sei muito bem como são as bilheterias nacionais e esse número é inexpressivo. E a comédia que você cita do Hassum e da Ingrid nem faz parte das maiores bilheterias nacionais. Veja bem que eu disse maiores! Continuo achando que você foi infeliz sim ao citar esse filme (não estou te proibindo de nada, é bom deixar claro senão você vai vir me chamar de facista), é apenas a minha opinião. Somente alguém sem uma orientação política ou um esquerdista é que faria o que você fez... isso também não importa. Afinal, o blog é seu, eu apenas manifestei a minha opinião.

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    3. Veja como o seu tom mudou ao longo da discussão. No seu primeiro comentário você disse que "não deveria ser dado espaço para esse filme". Não sei como isso soa para você, mas para mim parece mais uma imposição do que uma opinião. Da mesma maneira que você falou "se você realmente tivesse uma opinião política você jamais colocaria esse filme aqui em seu blog", o que indica que você considera a minha opinião política errada, simplesmente por ela ser diferente da sua. Agora, no seu último comentário, você fala "continuo achando que você foi infeliz sim ao citar esse filme" e completa com "é apenas a minha opinião". Esse tom é completamente diferente do início da nossa conversa. Ainda não concordo quando você fala que "somente alguém sem uma orientação política ou um esquerdista é que faria o que você fez" porque, de novo, você associa quem é de esquerda com quem não tem opinião política, o que é um erro grave. Porém, se esse discurso de respeitar as opiniões estivesse presente desde o início, nós nem teríamos iniciado essa discussão. Sendo assim, pense melhor no que você escreve antes de publicar. Lembre-se de que as vezes essa sua opinião não fica clara para quem está lendo.

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    4. Não acho que o meu tom tenha mudado, de fato, torno a dizer que eu acho que não deveria ter dado espaço para esse filme. E isso, sinceramente, eu não sei como você conseguiu transformar em uma "imposição". Trata-se claramente de uma opinião. Imposição seria se eu tivesse dito "Tire esse filme da sua página, agora!" ou "você tem que tirar esse filme da sua página!" Isso pra mim parece muito mais uma imposição do que eu chegar e dizer que "não DEVERIA ser dado espaço para esse filme". Eu acho que não deveria, é como eu penso, não te impus nada. Só pra esclarecer, não considero sua opinião política errada por ser diferente da minha, mas considero ela errada se a sua orientação política for de esquerda. Ok? Porque a esquerda é toda errada. Realmente, numa coisa você está certo, eu associo sim quem é de esquerda com quem não tem opinião política, e de longe é um erro grave, pois acho que comunistas são doentes mentais! Entendo que você está apenas analisando um filme em sua página, mas é que pra mim, no momento em que os atores e diretores levantaram uma bandeira política em Cannes, esse filme virou um grande lixo. Mas, a página é sua, em nenhum momento quis lhe desrespeitar ou impor algo a você, eu queria apenas te alertar mesmo, pois volto a afirmar, acho infeliz você dar espaço a esse filme onde atores tentaram denegrir a imagem do Brasil lá fora alegando um suposto "golpe de estado". Isso não é nenhuma imposição, é o que eu acho, se você acha diferente, ok, sem problema! Isso não é algo que me incomoda. Agora, se você for de esquerda, desconsidere tudo o que eu disse, e a única coisa que tenho a dizer, portanto, é "meus pêsames".

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    5. É cara, você perdeu o seu argumento de respeitar as opiniões divergentes quando diz que "não considero sua opinião política errada por ser diferente da minha, mas considero ela errada se a sua orientação política for de esquerda. Porque a esquerda é toda errada". Não existe respeito pela metade. Ou você respeita a opinião dos outros ou não. E no seu caso, me parece que não. Entenda a diferença: eu nunca ofendi a sua visão política, nunca baixei o tom, e nunca disse que quem pensa igual a você é "doente mental". Isso não significa que eu concorde com você nem que eu pense que você está correto (na verdade, eu acredito que você esteja errado). Só significa que eu acredito no diálogo e na boa educação, não na ofensa. Acho que conversando a gente se entende mais do que se ofendendo. Mas é difícil conversar com alguém que já parte de um pressuposto de que, na política, existe um lado certo e um lado de "doentes mentais".

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    6. Na boa, você tem o dom de distorcer o que eu digo. Onde foi que eu não respeitei sua opinião? Diga-me, desde quando achar algo errado é desrespeitar a opinião de alguém? Eu disse que se sua orientação política for de esquerda eu considero errada, mostre-me onde está o desrespeito? É a minha opinião! Achar errado é desrespeitar? Qual a lógica disso? Você tem a sua opinião e eu tenho a minha, você disse que não concorda comigo e eu disse que a esquerda é toda errada, não vejo desrespeito em lugar nenhum! Você disse o que pensa e eu disse o que penso. Você emitiu a sua opinião e eu emiti a minha, agora, por que só a minha opinião seria um desrespeito? Se eu não respeitasse sua opinião eu já teria te xingado. Não concordar com algo não significa desrespeitar! Entenda uma coisa, quando eu afirmei que comunistas são doentes mentais não foi no sentido de ofensa, foi no sentido clínico mesmo. Acho que comunistas literalmente são doentes, possuem alguma atrofia cerebral. Digo isso como um fato, uma estatística da realidade, e não com o intuito de ofender. Se eu quisesse ofender eu diria que todo comunista é filho da p*... Percebe a diferença? O meu mundo é dividido em dois pólos: os comunistas e o resto do mundo. Sinto desprezo por comunistas e não me sinto obrigado a respeitar comunistas terroristas. Ok? Posso conversar com você sobre qualquer assunto numa boa, mas se você me disser que é petista aí já muda de figura. E antes que você venha falar que estou "desrespeitando as diferenças" na verdade eu estou escolhendo meu círculo de convívio; e comunistas não têm espaço nele. Não vou te desrespeitar porque você não me desrespeitou, também não lhe desejo mal, mas nossa conversa não terá mais sentido se você for de esquerda. Pois até o momento você não foi claro quanto a isso, apesar de que pelo teor da conversa desconfio sim que você seja de esquerda. Do contrário, você nunca elogiaria tanto um filme associado a um partido político.

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    7. Eu não preciso distorcer as coisas que você fala. Elas já são absurdas por si só. O seu desrespeito está na generalização absurda que faz. Você pode até ter a sua opinião, isso é direito de cada um, mas isso não te dá o direito de bradá-la aos quatro ventos como bem entender. Não se outra pessoa possa achá-la ofensiva. Você entende a diferença? Ter uma opinião é uma coisa. Expô-la de tal maneira que soe ofensiva, é outra. Você pode achar correto associar comunistas e terroristas, esquerdistas e doentes mentais. Mas outras pessoas podem se ofender com isso. E é esse o tipo de pensamento que deve ser levado em conta antes de expor a sua opinião. Você quer saber se a sua opinião é ofensiva? Pegue uma frase sua e substitua a palavra comunista (ou esquerdista, ou petista) pela palavra negros, ou gays, ou mulheres. Veja se assim a sua frase fica ofensiva. De novo, você não é obrigado a gostar de ninguém. Mas deve sim respeitar as opiniões, principalmente aquelas que são diferentes da sua (afinal, respeitar quem concorda com você é fácil).

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  5. "O seu desrespeito está na generalização absurda que faz."

    Em se tratando de comunistas, generalização é uma consequência natural. É tudo farinha do mesmo saco, PT, PSTU, PC do B, Psol, Rede não importa, é tudo da mesma lixeira... todos eles são simpatizantes e defendem governos ditadores, como Cuba, Venezuela, Bolívia e o inferno... o capeta adora todos eles!

    "Você pode achar correto associar comunistas e terroristas, esquerdistas e doentes mentais. Mas outras pessoas podem se ofender com isso."

    OUTRAS pessoas não!!! Apenas esquerdistas vão se ofender (é claro)... mas se você quer falar de ofensa, a própria ideologia esquerdista já é uma ofensa por si só. Não sou eu que associo comunistas com terroristas, os comunistas SÃO terroristas! Ah, mas acho que você conhece por outro nome né? Guerrilheiros! Você sabe, aqueles que são financiados por governos ditadores que sequestram pessoas, matam, explodem bombas, assaltam bancos com a única finalidade de implantar a ditadura do proletariado. Portanto, qualquer semelhança com terroristas é mera coincidência né?

    "Você quer saber se a sua opinião é ofensiva? Pegue uma frase sua e substitua a palavra comunista (ou esquerdista, ou petista) pela palavra negros, ou gays, ou mulheres."

    Olha aí o atestado de "sou esquerdista", segregando seres humanos... acho deplorável. Não vou substituir nada nessa frase, acho ridículo você argumentar dessa maneira. Será que você não entendeu ainda que eu não tenho respeito por comunistas? Eu respeito opiniões de PESSOAS que pensem diferente de mim, e isso não abrange comunistas... portanto, não me venha com esse seu marxismo cultural odioso...

    "Mas deve sim respeitar as opiniões, principalmente aquelas que são diferentes da sua"

    Como eu já disse, mas você se recusa a entender, respeito sim opiniões diferentes da minha, seja numa conversa sobre filmes, sobre músicas, religião, futebol e etc. Mas aqui não são opiniões que estamos discutindo, mas sim ideologia esquerdista, da qual mantenho um profundo desprezo. Há uma grande diferença. Posso respeitar seus gostos musicais, seus filmes favoritos, seus pratos prediletos e sua religião se forem diferentes dos meus, sem o menor problema. Ok? Agora, ideologia comunista é o tipo de coisa que não sou obrigado a respeitar, pois ela é o que há de pior nesse mundo. Será que fui claro? Pessoas sim! Comunistas não! Mais claro que isso só se eu desenhar pra você. Não compactuo com ditaduras terroristas de esquerda vindas de uma mente doentia que dizia que "Os negros, com exceção de nós brancos, é o que há de mais próximo do reino animal". Não compactuo com esquerdistas que apoiam governos ditadores e livros como o "Manual do Guerrilheiro Urbano". Não tolero esquerdistas que chamam de "herói da revolução" um cara que dizia que odiava os gays mais até que os negros, que inclusive, fuzilou muitos deles. E você vem me falar de respeito? Faça-me o favor! Isso é que é um absurdo! Eu já disse e volto a repetir, não tenho o menor respeito por comunistas, e nada do que você disser vai fazer mudar isso, ok? Respeito sim pessoas que tem opiniões diferentes das minhas, eu disse PESSOAS, e isso NÃO inclui COMUNISTAS. Comunistas são a escória da nossa sociedade, e historicamente não tem diferença do nazismo. Se você se sente ofendido com isso a culpa não é minha se você se simpatiza com lixo. Aliás, nossa conversa não faz mais sentido por você ser de esquerda. Escrevi na sua página com outra finalidade, e não pra ficar discursando sobre meu desprezo por comunistas.

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    1. Eu estou segregando seres humanos? Você que disse que não tem respeito por certas pessoas e eu é que sou o segredador da história? Ah é, mesmo, não são pessoas, são comunistas né? Aparentmente existe (na sua cabeça) um diferença. Bom, eu não vejo essa diferença. Para mim são todos seres humanos. E por isso acredito que TODOS devem ser tratados com respeito, independente da sua ideologia política. Isso é o que não entra na sua cabeça. Mas na boa, cansei dessa discussão. Você já deixou bem clara a sua posição. E eu já deixei bem claro que não concordo com ela. A grande ironia disso tudo é que essa nossa discussão logo será esquecida, mas o filme que a originou, "Aquarius", será lembrado para sempre na história do cinema. E quanto a isso, não há boicote que resolva. Até porque, mesmo se fosse um fracasso (o que não é), a qualidade narrativa do filme se destacaria ao longo das décadas. A história do cinema não se lembra necessariamente das maiores bilheterias, se lembra dos melhores filmes.

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    2. Seguinte meu caro: Encerra a discussão por que a lição mais importante aqui é que você nada entende de cinema. Sua visão tem sempre o viés político que massacrou sua mente ingênua desde o tempo da faculdade. Olhe para o cinema como arte não como instrumento político, por que esse filme aí é bem malfeito mesmo! E estou falando de representação, fotografia, enquadramento, continuidade, iluminação e montagem. Como você é simpático aos manos esquerdinhas-de-botequim você não enxerga defeito, mas nós os cinéfilos de verdade enxergamos sim!

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  6. A melhor crítica ao filme AQUARIUS:"
    O filme conta a história de uma ex-ninfeta que fez sucesso em pornochanchadas num passado remoto, mas que, decadente aos setenta anos de idade, se vê obrigada a se tornar engajada em “lutas sociais” para poder conseguir financiamento público para um filme que retrata sua vida."
    By Joselito Muller

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    1. Cara, quem tá sendo ingênuo é você em pensar que se pode separar arte e política.

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