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Mangá de Tsutomu Takahashi mostra homem aprisionado em outro tipo de prisão.

Resenha Mangá Alive Tsutomu Takahashi

Alive é um mangá de Tsutomu Takahashi que conta a história de Tenshu Yashiro, um homem que foi condenado à morte por matar os estupradores da sua namorada. No dia da sua sentença, Yashiro é levado para um local onde se encontra com representantes de uma misteriosa organização. Lá, eles lhe dão a seguinte opção: morrer ou viver. Obviamente, ele opta pela vida, não sabendo que isso o levaria para um outro tipo de prisão.

Já no carro que o levará à sua nova casa, ele conhece Gondo, um outro assassino condenado que recebeu a mesma proposta que Yashiro. Ao chegarem à sua nova morada, eles são colocados numa enorme sala vazia. As regras de convivência são claras: eles receberão tudo aquilo que quiserem, contanto que não saiam daquela sala. Enquanto o seu colega de cela se delicia com um estoque aparentemente inesgotável de bebida, o protagonista começa a se questionar o motivo daquele novo aprisionamento. A situação muda quando eles vêm uma jovem mulher numa cela ao lado.

Resenha Mangá Alive Tsutomu TakahashiAssim como é comum em histórias de suspense e terror, a construção da situação normalmente é muito mais satisfatória do que a sua conclusão. Os dois primeiros capítulos de Alive servem para criar a ambientação na qual aquela história será desenvolvida. E a escrita de Takahashi é tão intrigante que instiga o leitor a criar teorias acerca do que está acontecendo. São várias as possibilidades de discussões sociais, ou filosóficas ou humanitárias que essa trama permite, e não deixa de ser um pouco decepcionante que o autor opte por não seguir nenhuma delas.

Em vez disso, o autor opta por seguir o caminho sobrenatural, entregando-nos uma trama que envolve uma bruxa, um ritual de exorcismo e uma entidade maligna. A escolha de Takahashi por seguir essa linha narrativa não é, de maneira alguma, um problema. Porém, ao trilhar esse caminho, ele acaba por minar muitas das expectativas que ele mesmo criou - vale lembrar que por mais que esta edição nacional traga a história completa, no Japão cada capítulo foi lançado separadamente, criando uma expectativa com aumentava com o passar do tempo.

Ainda assim, é inegável o talento narrativo de  Takahashi. Este é um mangá ágil, construído muito mais com imagens do que com diálogos, o que nos permite apreciar ainda mais a ótima arte. Além disso, o autor não hesita em fazer uma história adulta, com temáticas envolvendo mortes, estupro e violência. Mas o mais importante é que todos esses elementos não entram gratuitamente no mangá; eles têm a sua importância para a história. Ao final, Alive começa muito melhor do que termina, mas ainda assim termina bem.

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2 comentários:

  1. Os traços parecem muito com os do Takehiko Inoue, "criador" de Vagabond

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    1. Eu não conheço quase nada de mangás, mas já ouvi falar de Vagabond. É bom?

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